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Andar pelas ruas sem andar pelas ruas Andar de sapatos sem os saber calçados Vaguear como se por sítio nenhum Chover sem notar por onde Passar passar e nem a cabeça voltar
Tiro-me e sem alegria
Entregue e não vi por que mão Dividido por não sei qual faca Requebro-me e não conheço a figura Roço e não sinto Atravesso e não embaraço
Atraso-me... O mundo que pare!
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