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João Miguel Fernandes Jorge | O mar já não era para mim suficiente. Fazia-me falta um rio um rio sob sombra das árvores.
É difícil a meio da música suportar a luz do café.
A vila o canto longínquo do tempo deixa-me para sempre. É pouco. nas dunas crescem as flores novas.
Importa que não haja ilusões sobre este ponto: é que todos podemos morrer de sede em pleno mar.
Vivemos sobre a terra. Apresento-te a nossa casa, os nomes que damos ás coisas, as honras que nos são destinadas, este corpo de sangue e nervos. Sobre ele que julgamos vivo dizes minha razão. A da vida e a de outras coisas que se percebem.
Os barcos retomam lentos o seu lugar em volta de um coração marinho. Como se morre aqui?
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