Entrar
402 online
Selecção
Affonso Romano de Sant'Anna
Al Berto
Alexandre O'Neill
António Castañeda
António Gedeão
António Patrício
António Ramos Rosa
Ary dos Santos
Bertold Brecht
Camilo Pessanha
Carlos Drummond de Andrade
Cecília Meireles
Cesário Verde
Clarice Lispector
Daniel Filipe
David Mourão-Ferreira
Eduardo Carranza
Eugénio de Andrade
Federico García Lorca
Fernando Pessoa
Florbela Espanca
Friedrich Nietzsche
Gonçalves Dias
Gustavo Adolfo Bécquer
João Miguel Fernandes Jorge
João Roiz de Castelo-Branco
Jorge de Sena
José Amaro Dionísio
José Gomes Ferreira
José Luís Peixoto
José Régio
Juan Ramón Jiménez
Luís de Camões
Luís Filipe Castro Mendes
Manuel Bandeira
Maria do Rosário Pedreira
Maria Teresa Horta
Marina Colasanti
Mário Cesariny
Mário de Sá-Carneiro
Mário Quintana
Miguel Torga
Nuno Júdice
Olavo Bilac
Pablo Neruda
Raul de Carvalho
Reinaldo Ferreira
Ruy Belo
Sebastião da Gama
Sophia de Mello Breyner Andresen
Tao
Vinicius de Moraes
Poemas
Poema ao acaso
por Autor
Procurar poemas
por Temas
por País
por Época
por Década
mais Visto
mais Votado
top Favoritos
Ver Favoritos
Organizar Favoritos
Contribuir
Novos Poetas
Poema ao acaso
Autores por data
Poemas por data
Procurar
por País
por Década
mais Visto
mais Votado
Ver Favoritos
Organizar Favoritos
Perfil
Conta
Mensagens
Publicar
Outros
Poema do Dia
Foto ao acaso
Blog ao acaso
Poema ao acaso
Fotografias
Galeria
Tu
Estou farto
Segunda-feira
Andar pelas ruas
Que faria eu
Peço a morte
Tu és tu
A glória
A minha vontade
A pele
A porta
A sombra
Abrir
Amantes
Amor proibido
Anomalias
Ânsia
Aqui estou
Asa solta
Beco azul
Deus maior
Disse
Divergências
Dor
Dos olhos
É pelos olhos
Fala do espanto
Há uma palavra
Luar
Marés
Meterologia
Não há tormenta
No escuro
Numa esfera
Nuvens
Odeio-me
Olhos confusos
Os teus lábios
Para viver
Pêndulos
Pequenas
Pobre de mim
Quando tiver
Que fazer
Quem inventou
Quero habitar
Sábado
Se pudesse
Se tu fosses
Sobre o chão
Sobrevivem
Subir aos céus
Temo o fim
Um homem
Um objecto
Vai
Estatística
Forum
Livro de Visitas
Ligações
no teu Blog
Mafalda Veiga
Arrábida
Home
Mário Cesariny
Seleção
Poemas
Biografia
Multimédia
Seguinte
3 Comentários
Ao longo da muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis,que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens,palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras,surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis À boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além da azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.
Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és nao vem à flor
Das caras e dos dias.
Tu és melhor -- muito melhor!--
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.
Mário Cesariny
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
{1}
##LOC[OK]##
{1}
##LOC[OK]##
##LOC[Cancel]##
{1}
##LOC[OK]##
##LOC[Cancel]##